quinta-feira, 12 de abril de 2012

Filtro solar




Crônica proposta na aula de Redação e Estilo com a inicial "Que calor! Que desenfreado calor!"
Por Melissa Rachel




Que calor! Que desenfreado calor!
Foi oque pensei assim que chegamos na praia do Leme naquela sexta pré carnaval.
Minha sogra, desesperado de natureza, jogava litros de protetor sola pelo corpo, até nas pontas dos cabelos a mulher passava.

Eu, que fazia anos que não pisava em uma praia de manhã, peguei aquele bronzeador argentino de uma amiga, um tal de Rayto del sol, e lá fui recuperar a cor dourada da pele.
Fritei um lado, dei uma torradinha no outro. Nada de entrar na água salgada, estava muito gelada e desbota o cabelo. Até então, o passeio estava ótimo.

Comecei a estranhar quando entramos no carro. Meus olhos ardiam , e um monte de marcas vermelhas marcavam território na minha pele.
Chegamos em casa, as coisas pioraram. Nem sentar eu conseguia!

Chato mesmo foi passar a madrugada no soro e toda branca de pasta d'água. Assim fiquei até amanhecer no Balbino, pra tratar as queimaduras. Acabei perdendo todo o carnaval.

Devia ter ouvido o Pedro Bial, e usado filtro solar.

O homem nu - Continuação



Cônica de continuação do texto de Fernando Sabino.
Por Melissa Rachel



O homem começou a ficar desesperado, e nada da Maria abrir a porta. Já se ouvia o barulho da patrulha virando a esquina.

-Maria, se você não abrir agora vão me levar para a cadeia!
Ela, trancada no banheiro com o secador ligado nem ouvia o suposto cobrador.

- Tarado! Ladrão! - Gritavam os moradores do andar.

Alguns policiais já estavam na escada quando, para piorar, o cobrador da televisão apareceu saindo contando notas do elevador.
Nesse momento, o homem nu teve uma grande idéia, e começou a gritar:

- Peguei ele! O ladrão! - apontando para o cobrador.

- Esse homem me roubou! Levou meu terno e disse que voltaria para pegar mais dinheiro!
Olhem os bolsos dele. Sabia meu nome, telefone, já estava tudo planejado!

O pobre cobrador foi pego e interrogado, enquanto o homem, que continuava nu, permanecia batendo na porta. E nada da Dona Maria abrir...